PAULO ROSA EXPÕE PINTURAS NO CONVENTO DA CIDADE VELHA

Para o escritor e jornalista Daný Spínola, a obra de Paulo Rosa simboliza “a aura mística, conseguida através de uma composição insólita e sui generis, catapultando o contemplador para um ambiente de estranheza e ambiguidade, cheio de novidades e surpresas”. Leva o observador a um “estádio de contemplação reflexiva pelo inusitado dos seus temas e das suas pinceladas, próprias de um universo de enredo e de dramatização, não poucas vezes lírico e emblemático”.

Praia, 21 Janeiro – “Criança, ultrapassando a idade do colo” é o título de uma exposição do artista plástico cabo-verdiano Paulo Rosa, inaugurada ontem no Convento de São Francisco, na Cidade Velha, Ribeira Grande de Santiago.

São 25 quadros e estará patente ao público até a próxima semana, no âmbito das festividades do Santíssimo Nome de Jesus. O artista lança um olhar sobre a realidade circundante, acompanhando a crise de valores que, segundo disse, assola a sociedade cabo-verdiana. O criador ressalvou os aspectos do dia-a-dia do povo das ilhas, como a “despedida de solteiro” e as festas tradicionais.

Na sua obra, Paulo Rosa comenta que há “crianças que já ultrapassaram a idade do colo, mas que, entretanto, se mantêm no colo como se de facto fossem crianças”. “Hoje assistimos a uma série de delitos cometidos por jovens e, curiosamente, os pais, mesmo sabendo dessas infracções, dão cobertura aos actos praticados pelos filhos, numa clara inversão de valores”.

A obra de Paulo Rosa é, na perspectiva de alguns experts, prova de um artista que usa a razão para moldar a sua emoção, procurando uma performance criativa na recriação de um mundo próprio com um clima de surrealismo e mistério.

Aliás, o escritor e jornalista Daný Spínola foi peremptório no seu comentário: “A aura mística dos seus quadros, conseguida através de uma composição insólita e sui generis, catapulta-nos para um ambiente de estranheza e ambiguidade, cheio de novidades e surpresas que nos levam a um estádio de contemplação reflexiva pelo inusitado dos seus temas e das suas pinceladas, próprias de um universo de enredo e de dramatização, não poucas vezes lírico e emblemático (alegórico)”, lê no catálogo que acompanha a exposição.

Fonte: "LIBERAL" http://liberal.sapo.cv.
Publicado originalmente em 21.01.09. Reproduzido com a devida vénia.

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