RIBEIRA GRANDE DE SANTIAGO RECOLHEU APOIOS EM PORTUGAL

Passagem por quatro Câmaras portuguesas, além da Associação Nacional dos Municípios Portugueses; visitas a empresas e a estabelecimentos de ensino; encontros com estudantes – oito dias quase frenéticos por terras portuguesas, promovendo a imagem da Cidade Velha, buscando apoios, abrindo portas a parcerias. Manuel Monteiro de Pina não teve descanso em Portugal. Regressa hoje a Cabo Verde com a mala cheia de entendimentos que vão ter resultado prático a muito curto prazo.


(Lisboa, 09.03.09) Manuel de Pina conclui hoje, em Lisboa, uma extensa e intensa “peregrinação” por Portugal que o levou a Braga, Póvoa do Lanhoso, Guimarães, Vila Nova de Gaia, Póvoa do Varzim e Coimbra. Resultados obtidos? Tudo aponta para que sejam bastante positivos.

De terra em terra, o autarca da Ribeira Grande de Santiago, falando com homólogos seus em Câmaras portuguesas, com empresários ou jornalistas, com professores e responsáveis de estabelecimentos de ensino e estudantes, promoveu a imagem da Cidade Velha, reclamou apoios à candidatura a Património da Humanidade, desdramatizou sempre que a questão de eventuais divergências com o Governo e com o IIPC foram levantadas, recusou qualquer crítica ao Executivo do seu país e sempre procurou apoios para promover o desenvolvimento do seu país. Este comportamento trouxe-lhe simpatias e quase garantidos ganhos.

ALARGADA COOPERAÇÃO COM CÂMARAS PORTUGUESAS

Foi em Gaia e em Coimbra que Manuel de Pina encontrou maior disposição para uma cooperação mais activa com a Ribeira Grande de Santiago. A Câmara de Luís Filipe de Meneses, geminada com Praia, mostrou totalmente aberta para ajudar a Cidade Velha, dispondo-se a uma colaboração activa para a construção de infra-estruturas desportivas, ficando na calha a possibilidade de um polidesportivo, com um anexo em relva sintética para a prática de futebol. Também uma piscina pode vir a surgir na Ribeira Grande de Santiago. Servem de modelos o pavilhão de Arcozelo, que permite adaptar-se também a pavilhão para exposições, e as piscinas de Granja, ambos visitados pela delegação da Ribeira Grande.

Deveras importante foi a ideia lançada por Luís Filipe Meneses na demorada reunião com Manuel de Pina: a criação em Portugal de uma Fundação para a Cooperação, congregando autarquias, empresas e instituições diversas, virada para actuações concretas e pontuais, sem manipulações políticas e sem o estorvo de burocracias. Segundo Meneses, trata-se de um projecto a lançar ainda este ano.

A Câmara de Gaia dispõe-se também a colaborar na criação do núcleo museológico sonhado por Manuel de Pina para Ribeira Grande de Santiago, ficando a ideia de poder começar-se a dar ainda este ano os primeiros passos para a criação do futuro Museu da Escravatura.

Em Coimbra, onde o encontro de Manuel Monteiro de Pina com o presidente da Câmara Carlos Encarnação se prolongou por mais de duas horas, ficou esboçada uma cooperação sobretudo virada para aspectos sociais e alargamento da rede de jardins-escola da Ribeira Grande de Santiago.

Terá sido com estas duas Câmaras que os contactos exploratórios avançaram mais para aspectos concretos. No entanto, tanto em Braga como em Guimarães, Monteiro de Pina encontrou abertura para uma cooperação positiva, ultrapassando o quadro das boas intenções verbais. A cooperação portuguesa está hoje condicionada pelas grandes dificuldades económicas com que este país se debate e pelo acossamento “justicialista” de que o municipalismo português parece estar a ser alvo: há um confronto efectivo entre o poder autárquico, que emerge do voto democrático, e uma magistratura que, à semelhança do que aconteceu em Itália e, de certo modo, também em Espanha, parece querer confrontar-se com o Poder Político. Isto mesmo foi dito no encontro que o autarca da Ribeira Grande de Santiago teve com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses.

Sendo ano de eleições autárquicas, os responsáveis por Câmaras sentem-se em dificuldades perante a agressividade da magistratura: de norte a sul, multiplica-se o número de autarcas portugueses envolvidos, por uma razão ou outra, em processos judiciais. É situação perturbante que, de algum modo, afecta a capacidade das Câmaras para a cooperação: há receios. Apesar disto, a segunda viagem de Manuel de Pina a Portugal, enquanto presidente da Câmara da Ribeira Grande de Santiago, salda-se (tal como a primeira) com um balanço muito positivo.

PRIMEIRAS EMPRESAS APONTAM À RIBEIRA GRANDE

No roteiro de Manuel Monteiro de Pina estiveram também contactos com empresas portuguesas que pretendem instalar-se na Ribeira Grande de Santiago. Foi observado por Liberal que a Câmara da Cidade Velha tem em projecto a criação, a breve prazo, de um parque industrial entre S. Martinho Grande e Calabaceira. Empresas do norte de Portugal estão interessadas em ali instalar-se: energias renováveis e construção em módulos são áreas que podem tomar a dianteira neste processo, com a vantagem de se tratar de unidades não poluentes.

As negociações ficaram muito avançadas. Uma das empresas que esteve nestes encontros, está já representada em Cabo Verde (cidade da Praia), podendo implantar os seus estaleiros na área reservada para o futuro parque industrial.

Especial atenção foi dada por Manuel de Pina, acompanhado pelo vereador Carlos Alberto Lopes, à possibilidade do aproveitamento na Ribeira Grande de Santiago das potencialidades tanto da energia eólica como da termo-voltaica. Percebe-se que a Câmara procura libertar-se dos condicionalismos provocados pela deficiente laboração da ELECTRA, um dos actuais estrangulamentos que se colocam no caminho do desenvolvimento,
Fora estes contactos exploratórios, o autarca da Cidade Velha visitou a Universidade Católica (Braga), o Instituto Superior do Vale do Ave (Póvoa de Lanhoso), a Universidade Portucalense e a Reitoria da Universidade de Coimbra: para além da conclusão de protocolos de cooperação já existente com alguns destes estabelecimentos (U. Católica, Portucalense e Universidade Única), onde se encontram já numerosos estudantes provenientes da Ribeira Grande de Santiago, curiosa a colaboração acordada com a universidade coimbrã: a propósito das celebrações dos 550 anos do achamento do arquipélago pelos navegadores portugueses (que decorrem no próximo ano e para as quais a Cidade Velha se propõe criar uma Comissão Local), a Câmara da Ribeira Grande quer fixar um prémio para estudantes de História interessados na investigação. A vice-reitora da Universidade de Coimbra manifestou o interesse da mais velha academia portuguesa colaborar neste processo

Fonte: http//liberal.sapo.cv

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s