“ONDE É AQUI E ACOLÁ?” ARTISTA BRASILEIRA TRAZ PERFORMANCE À CIDADE VELHA

Onde é aqui e acolá?”: a pergunta é um repto lançado por Eliane Velozo a um conjunto de pessoas de cultura que, no sábado, dia 3 de Outubro, a partir das 14 horas, se reúnem no Convento de S. Francisco, Cidade Velha, espalhando-se pela mata circundante: sob a curadoria e coordenação da artista brasileira, Helena Lisboa, Omar Camilo, António Monteiro, Viviane Nascimento, Tchalê Figueira e Nuno Rebocho vão procurar as respostas, no âmbito de um projecto tripartido por Portugal (onde já decorreu a primeira etapa, em pleno Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa), Brasil (em Ponta Seixas – João Pessoa, Paraíba, o ponto mais oriental do continente sul-americano) e Cabo Verde (na Cidade Velha, sítio histórico que foi a “ponte” entre estes dois mundos).

A iniciativa de Eliane Velozo tem o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, do Centro Cultural do Brasil em Cabo Verde e da PROIMTUR. Trata-se de uma “performance” aberta a todos os interessados, supondo-se que seja o primeiro ensaio deste tipo realizado em Cabo Verde e insere-se numa proposta de encruzilhada de mundos que a Cidade Velha historicamente sempre foi. Neste particular, o Brasil e a sua Cultura conjuga-se com Cabo Verde e sua História. Já por isto se começa a encontrar respostas à pergunta “Onde é aqui e acolá?”.

No acto já havido no Cabo da Roca (Portugal) participaram António Vieira da Silva, Eliane Velozo, Júlio Almas, Madshoff e Mafalda Capela. No Brasil, estarão Ana Rosa Azra Vilar, Cléo Veloso, Eliane Velozo, Gigabrow, Marta Velozo, Nai Gomes, Ricardo Peixoto e Severino Iabá.

Sublinha-se que este acto cultural é uma perfomance multimodal, congregando fotografia e artes plásticas e expressões literárias. Cada um dos intervenientes ocupa-se do seu processo criativo como resposta à pergunta/título do projeto, do modo que ela despertar, em cada um, de forma individual, e caso o desejem, podem associar-se para produções em dupla, ou coletivas, além de um vídeo sobre a realização do projeto e respectivo processo criativo.

Eliane Velozo é Mestre em Fotografia pela Universidade de Illinois, Chicago-USA, e bacharel em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco. Com numerosas exposições nos Estados Unidos e no Brasil, participou em 2002 no Projeto “A Fotografia e os Cegos”, juntamente com Evgen Baucar e Adauto Novaes, que se realizou em Londrina e foi a.representante brasileira no Projeto “Symultaneous Photo Field Project”, exposto no Texas/USA.

Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, 1 Outubro 2009

UCCLA E CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA HOMENAGEIAM CIDADE VELHA E ARMÉNIO VIEIRA

A convite da UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) e da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Monteiro de Pina, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, desloca-se a Portugal na próxima sexta-feira. A comitiva de Manuel de Pina integra o escritor Arménio Vieira, Prémio Camões.

Esta deslocação tem em vista participar nos actos de homenagem à Cidade Velha Património da Humanidade e ao Prémio Camões com os quais tanto a UCCLA como a Câmara Municipal de Lisboa decidiram sublinhar dois momentos importantes para a Cultura cabo-verdiana e, por extensão, a Cultura lusófona.

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DIVERGÊNCIA ENTRE CÂMARA DA RIBEIRA GRANDE E INSTITUTO DO PATRIMÓNIO PODE REDUZIR A CINZAS O SONHO DA CIDADE VELHA

cidade velhaAlertado pelos termos de um comunicado da Câmara da Ribeira Grande de Santiago, Liberal apurou que na quarta-feira, Dia de Cinzas, em plena vigência da tolerância de ponto (portanto, com os seus serviços desactivados), o Município recebeu finalmente, via Internet, as propostas que amanhã o IICP faz avançar para o ICOMOS/UNESCO como confirmação da candidatura da Cidade Velha a Património Mundial. A três dias do prazo-limite (quarta-feira foi dia 25), a Câmara sentiu-se colocada entre a espada e a parede, num processo que, no dizer de um porta-voz, ganha “aspectos de verdadeira chantagem: ou anuímos, e tornamo-nos cúmplices de algo que é a subversão da normalidade democrática, ou recusamos e seremos acusados de fazer abortar a candidatura. Este calendário do IICP não foi inocente e traduz a sua completa má-fé”

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